Dado ao pequeno espaço na agenda aliado a um pouco de preguiça de escrever, passei um tempo sem atualizar este blog. Porém, devido às inúmeras manifestações de apoio e pedido de explicações da minha vastíssima gama de leitores – em torno de uma dúzia, segundo os últimos levantamentos – resolvi fazer um apanhado geral do que andei experimentando durante este pequeno recesso (P.S.: Peço desculpas pela má formatação desta postagem).
Vinho: Quinta do Crasto Douro
País: Portugal
Uva: Tinta Roriz, Tinta Barroca e Touriga Francesa, sem demonstração de porcentagem.
Safra: 1999
Preço: entre R$ 40,00 e 65,00
Conceito pessoal: entre três e quatro estrelas
Uma das coisas boas da rede Nacional de Supermercados quando pertencia ao Grupo lusitano Sonae era a grande variedade de vinhos portugueses em oferta. Espero sinceramente que com a venda da rede para o Wal-Mart, este aspecto continue presente.
Continuando minha saga através dos vinhos da terrinha, encontrei esta garrafa do Crasto perdida em uma revenda do Supermercado Nacional a um preço baixa considerando com o da concorrência. Suave, agradável e levemente adstringente, uma boa pedida para qualquer época do ano.
Vinho: Finca La Celia Reserva
País: Argentina
Uva: Malbec
Safra: 2003
Preço: entre R$ 35,00 e 55,00
Conceito pessoal: quatro estrelas
Outro campeoníssimo da relação custo-benefício do mercado nacional Meu vinho argentino preferido, ao lado do Terrazas. Pena dedicar somente poucas palavras em sua homenagem.
Um vinho redondo, perfeito para acompanhar desde o trivial dia-a-dia até ocasiões especiais, sem fazer feio. Aroma de frutas e sabor discreto, caractrísticas presentes em toda a linha da vinícola (La Consulta, Magallanes e Angaro). Premiado internacionalmente. Sempre mantenho em estoque algumas garrafas para consumo imediato.
Vinho: Sunrise
País: Chile
Uva: Merlot
Safra: 2002
Preço: entre R$ 16,00 e 25,00
Conceito pessoal: três estrelas
A linha Sunrise da Concha Y Toro já foi objeto deste blog. Sempre presente nas melhores (e piores também) casa do ramo, é um campeão de vendas.
À primeira vista não me agradou muito. Aroma intensamente alcoólico e sabor muito forte. Forte rubor presente, não no vinho, mas em quem acaba tomando. O melhor desta linha ainda é o Carmenére, uma das melhores opções do mercado nesta faixa de preço.
Vinho: Duetto
País: Brasil
Uvas: Cabernet Sauvignon e Merlot
Safra: 2001
Preço: entre R$ 16,00 e 25,00
Conceito pessoal: entre três e quatro estrelas
Agradável surpresa. Este corte é o preferido das vinícolas nacionais – o Lote 43 da Miolo, por exemplo - já foi objeto de exame nest blog.
Não refoge à falta de corpo dos vinhos nacionais, mas o seu sabor compensa. Mais suave – e barato - que o Lote 43, é perfeitamente agradável ao ser ingerido como acompanhamento de refeições, por exemplo. Boa opção para aqueles que gostam de prestigiar os produtos nacionais.